PublishNews sorteia Kindle entre seguidores do Twitter

7 de março de 2013 2 comentários

ImagemO PublishNews está sorteando um leitor Kindle entre seus seguidores do Twitter. Para participar basta seguir o @PublishNews e fazer um tuíte respondendo qual livro você gostaria de ler no leitor digital da Amazon com a hashtag #KindleDoPublishNews. Os tuítes tem de ser feitos até o dia 19/3. O sorteio será no dia 20/3. O modelo é o mesmo que está à venda na Ponto Frio e na Livraria da Vila por R$ 299. O ganhador ser´comunicado por Twitter e nesta página.

 

Então, qual livro você quer ler no seu Kindle?

 

Participe e boa sorte!

 

Veja aqui os tuítes que estão concorrendo.

 
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A lista de mais vendidos de 2012

7 de janeiro de 2013 Deixe um comentário

Na última semana de 2012, publicamos nossa lista anual de livros mais vendidos. Como começamos a fazer a lista em setembro de 2010, o ano passado foi o segundo ano completo de nossas estatísticas semanais. Vale a pena, portanto, uma análise mais profunda da lista de 2012. Aliás, vale aqui lembrar que a Folha de S.Paulo publicou logo no dia 3/1 uma matéria sobre a presença de autores brasileiros nas listas de ficção e não-ficção totalmente baseada na lista do PublishNews. E, segundo o maior jornal brasileiro, “a aferição feita pelo PublishNews é considerada hoje pelas editoras a mais confiável do país”.

Em primeiro lugar, vamos aos campeões de cada categoria em 2012:

  • Ficção: Cinquenta tons de cinza, E. L. James, Intrínseca
  • Não-ficção: Nada a perder, Edir Macedo, Planeta
  • Infanto-juvenil: Agapinho, Padre Marcelo, Globo
  • Autoajuda: Nietzsche para estressados, Allan Percy, Sextante
  • Negócios: O monge e o executivo, James Hunter, Sextante

O campeão da lista geral foi o best-seller mundial Cinquenta tons de cinza, seguido pelo segundo volume da série, Cinquenta tons mais escuros, e pela autobiografia de Edir Macedo, Nada a perder, que evitou um pódio completamente erótico ao empurrar o terceiro livro da coleção, Cinquenta tons de liberdade, para a quarta posição.

O ranking geral de editoras também traz alguns dados interessantes. O ranking baseia-se no total de títulos diferentes que as editoras tenham conseguido emplacar nas 52 listas semanais do ano, não importando o tempo de permanência dos mesmos. O ranking de 2012 ficou assim:

  1. Sextante, 64
  2. Record, 42
  3. Companhia das Letras, 30
  4. Intrínseca, 29
  5. Novo Conceito, 28
  6. LeYa, 27
  7. Ediouro, 25
  8. Santillana, 22
  9. Gente, 20
  10. Planeta, 18 | Saraiva, 18

Em comparação com 2011, a primeira e a segunda colocação se mantiveram, embora o número de livros emplacados tenha caído. No ano passado, a Sextante garantiu seu primeiro lugar com 73 títulos na lista, e a Record emplacou 59. Já nas demais posições houve mudanças. Ediouro e Companhia das Letras, por exemplo, trocaram posições. Se em 2011 a editora paulista ocupava a sétima posição, em 2012 ela chegou a um significativo terceiro lugar, em parte graças ao novo selo Paralela, que emplacou sozinho sete livros na lista. A Ediouro, por sua vez, apresentou uma forte de queda de livros na lista, saindo dos 44 emplacados em 2011 para apenas 25 este ano. Com isto, caiu da terceira para a sétima colocação.

Enquanto a Intrínseca manteve sua quarta posição com uma queda sutil no número de livros colocados na lista semanal, de 31 em 2011 para 29 em 2012, a Novo Conceito apresentou uma explosão no número de títulos que apareceram nas listas de semanais de 2012. Se em 2011, a editora ribeiropretana emplacou 13 títulos que lhe garantiram uma 12ª posição compartilhada no ranking anual, neste ano a empresa emplacou 28 títulos e subiu à quinta posição isolada.

Ainda merecem destaque a LeYa que, na sexta posição, também subiu dois degraus em relação ao ranking de 2011 quando emplacou apenas 21 livros; e a Santillana, grupo da Objetiva, que caiu da quinta para a oitava posição ao emplacar quatro livros a menos nas listas semanais de 2012.

No total, 523 títulos de 81 editoras ou grupos editoriais apareceram pelo menos um vez nas listas semanais de mais vendidos em 2012.

Voltando a lista de mais vendidos geral, se compararmos 2012 com 2011, veremos que o total de exemplares vendidos nas redes apuradas pelo PublishNews dos livros top 20 no ano passado foi 31% superior em relação ao ano anterior. Em 2011, o total de venda dos 20 maiores best-sellers foi de 1.935.868 exemplares contra 2.536.213 em 2012. Já o primeiro colocado de 2012, Cinquenta tons de cinza, superou a marca de exemplares vendidos do campeão de 2011. O megaseller Ágape vendeu nas 12 redes de livrarias apuradas 518.084 exemplares no ano retrasado, enquanto o atual megaseller erótico alcançou a marca de 583.768 exemplares no ano passado. Mas um detalhe: a marca de Ágape foi obtida ao longo dos 12 meses de 2011, enquanto Cinquenta tons de cinza foi lançado em agosto e teve apenas cinco meses para obter sua marca.

Como sempre se discute no mercado em qual lista é mais fácil emplacar um lançamento, é interessante observar o gráfico e abaixo. Ele traz uma curva para cada lista, apresentando os números apurados no ano para cada uma das 20 posições. É claro neste gráfico que a lista de ficção é a mais difícil para se emplacar livros, seguida pela de não-ficção e pela infanto-juvenil e, logo depois, das listas de autoajuda e de negócios. Vale notar, ainda, que a partir da sexta posição do ranking, as distâncias entre as curvas tende a diminuir bastante.

grafico

2012: Um ano de conquistas e mudanças para o PublishNews

21 de dezembro de 2012 2 comentários

O ano de 2012 começou sem Kindle, Kobo Touch, Google Play e iBooks, e acabou com Amazon, Kobo, Google e Apple vendendo e-books para brasileiros. O ano de 2012 começou com um livro de não-ficção e caráter político – Privataria Tucana – em primeiro lugar na lista de mais vendidos  e termina com a trilogia erótica de Mr. Gray bombando em primeiro lugar, seguida de perto da autobiografia de Edir Macedo. E no PublishNews, o ano começou com um gerente de chapéu e uma editora meio italiana, e acabou com uma editora meio inglesa e com o chapéu indo parar em Frankfurt, mas não foi só isso!

Em retrospectiva, 2012 foi com certeza o melhor e mais agitado ano do PublishNews. Fomos media sponsors do Digital Book World e dos Tools of Change (TOC) de Nova Iorque, Buenos Aires e Frankfurt. Também apoiamos o Publishers Launch de Frankfurt. Marcamos presença nas Feiras de Buenos Aires, Londres, Abu Dhabi, Frankfurt e Guadalajara. Internacionalmente, consolidamos nossa newsletter em inglês, a PublishNews Brazil, e passamos a colaborar mais com nossos parceiros da Publishing Perspectives e outros veículos internacionais, como o buchreport. Promovemos o CEO Panel em Frankfurt, um dos eventos mais importantes da Feira, e ainda viramos papel na Alemanha! Isto mesmo, o PublishNews publicou duas edições da Reading Brazil,  suplementos em papel e em inglês no Show Daily, o diário da Feira de Frankfurt. E com isso levamos o mundo a conhecer um pouco mais do Brasil.

Ah! E um belo dia o boa-praça do Andre Argolo, videorepórter de primeira, nos telefona e diz: “Vamos fazer a PublishNews TV?” E, sem pestanejar, ela nasceu, já entrevistando gente como Ziraldo, Mia Couto e Drauzio Varella. Valeu, André! Sem você, a PublishNews TV não existiria por que a gente mal sabe ligar e desligar um televisor.

Em 2012 começamos a investir em cursos e trouxemos o curso Publisher: o livro como negócio para São Paulo em parceria com a Art A2 e a Câmara Brasileira do Livro. A primeira turma terá a primeira aula no dia 8 de janeiro! Nosso twitter ultrapassou 10 mil seguidores e chega perto do nosso número de assinantes da newsletter! Além disso, a visitação no site PublishNews bombou e já tem média de 2.500 visitantes por dia!

Mas o ano que se encerra foi também um ano de mudanças, talvez tão radicais quanto a chegada dos e-books para o mercado editorial. Para começar perdemos nosso chapéu Panamá. O querido Ricardo Costa nos deixou para trilhar outros caminhos que acabaram levando à Feira de Frankfurt, onde ele pendurou o chapéu recentemente. A Cassia Carrenho, que já nos ajudava em tempo parcial, assumiu a posição, mas não o chapéu, do Ricardo com maestria (quer anunciar, fale com ela!). É importante esclarecer que a Cassia não é minha esposa, minha filha, nem minha dopperganger feminina, como o mercado já quis crer. Ela é minha irmã.

No lado editorial, perdemos a italianíssima editora Roberta Campassi, mas ganhamos a meio-inglesa Iona Teixeira Stevens. Iona é uma daquelas pessoas que consegue ser responsável, séria e comprometida ao mesmo tempo em que é bem-humorada, divertida e uma ótima companhia.

Mas chega de mudanças. A Luciana Melo, eternamente fiel, continuou nos ajudando como assistente de redação. Sem ela, o PublishNews não existiria. E, desde maio, eu estou focado no PublishNews, sem nenhuma posição executiva em outra empresa, apenas me dedicando a eventuais consultorias. Com isso, passei a literalmente morar na Urca, no Rio, e a trabalhar na Vila Madalena, em São Paulo, e a ponte aérea se entranhou na minha vida a ponto de eu ficar amigo do barista da sala VIP da Amex.

Outra novidade da equipe do PublishNews foi a chegada em novembro do Matheus Perez para cuidar da lista de mais vendidos e atuar como business developer em projetos não relacionados à redação. O Matheus vem resistindo bem.

E quero aqui deixar um SUPER OBRIGADO a toda equipe, incluindo nosso freelas Marla Cardoso, em Salvador, e Marcelo Barbão, em Buenos Aires. O PublishNews pode ter começado como uma banda de um homem só, mas hoje é um trabalho de equipe. Cassia, Luciana, Iona, Matheus, André, Marla e Marcelo, o PublishNews só existe graças a vocês.

Ufa! Que ano corrido, só de relatar cansa. Para nossa newsletter, 2012 se encerra hoje. Voltamos no dia 3 de janeiro para o 12º ano de nossa existência. E por falar nisso, já decidimos que tem de rolar outra festa na FLIP, no estilo da nossa festa de 10 anos. Faltam alguns detalhes como local e patrocínio de cerveja, mas se sobrevivemos ao lançamento simultâneo da Amazon, Google e Kobo, vamos tirar isto de letra.

Antes de desejar um Feliz Natal e próspero Ano Novo, quero ainda agradecer aos nossos anunciantes, cujo apoio e confiança é fundamental para nossa existência, e também aos nossos colunistas, que trazem um lado mais humano e mais próximo ao leitor no nosso site e newsletter. Muito obrigado!

E, finalmente, Feliz Natal e um Próspero Ano Novo!

Até 3 de janeiro!

[Ah! A lista de mais vendidos será atualizada entre o Natal e Ano Novo, com o fechamento de nossa lista consolidada anual. Não perca!]

Português Público ouve PublishNews

3 de novembro de 2012 Deixe um comentário

Na última terça-feira, 30 de outubro, o jornal portugês Público publicou a matéria “Penguin+Random House = o maior grupo editorial do mundo”, assinada pela excelente jornalista Isabel Coutinho. Na matéria, pude, em nome do PublishNews, dar meus pitacos sobre a questão. Clique na imagem abaixo para baixar a matéria em PDF.

Clique aqui para baixar o PDF da matéria

A fusão entre a Penguin e a Random House

30 de outubro de 2012 1 comentário

Na última segunda-feira, 29/10. as megaempresas Bertelsmann e Pearson anunciaram a fusão de suas unidades de livros, a Random House e a Penguin, respectivamente. Segundo a pesquisa The Global Ranking of the Publishing Industry de 2012, elaborada pelo consultor austríaco Rüdiger Wischenbart, a Random House faturou US$ 2,26 bi em 2011, enquanto a Penguin faturou US$ 1,61 bi. Ainda que a Random House alemã não faça parte da fusão, a Penguin Random House será uma editora hercúlea com um faturamento anual na faixa dos US$ 4 bi, como a própria Publishers Weekly está prevendo. A nova empresa terá participação de 53% da Bertelsmann e 47% da Pearson. John Makinson, CEO da Penguin, será o presidente do conselho  da Penguin Random House, enquanto o atual CEO da Random House, Markus Dohle, será o CEO da nova editora. Ainda falta passar muita água debaixo da ponte para que a fusão de fato se inicie e, mais água ainda, para que termine. As empresas esperam efetivar a fusão apenas no segundo semestre de 2013 – isto após aprovação de órgãos reguladores.

O mercado foi pego de surpresa, mas a verdade é que a indústria editorial já vem se consolidando faz tempo. O grande número de selos e editoras adquiridas pela própria Random House é a maior prova disso. E em algum momento uma fusão entre duas das Big Six – como são chamadas as seis maiores editoras dos EUA – tinha de acontecer. O que parece ter surpreendido mais o mercado foi o fato de que esta fusão tenha acontecido justamente entre a Penguim e a Random House, e não tenha envolvido empresas cujos grupos controladores não possuem tanto foco na indústria de livros, como a Harpercollins da News Corp ou a Simon & Schuster da CBS. Afinal ambas pareciam candidatas naturais a serem vendidas ou fundidas. Vale lembrar, no entanto, que segundo o Sunday Times do último domingo, a News Corp queria fazer uma oferta pela Penguin, e que recentemente a Harpercollins adquiriu a maior editora cristã dos EUA, a Thomas Nelson. Portanto, a News Corp parece ter mais interesse no mercado de livros do que muitos achavam.

Outro motivo para que esta fusão não seja uma surpresa é que ela faz todo o sentido do mundo sob uma análise global. Ambas as empresas já são fortes nos EUA e no Reino Unido, então não estaria aí a explicação para o interesse das empresas em juntar seus trapos. Mas quando se olha para os negócios globais da Penguin e da Random House, o casamento é perfeito. Além dos EUA e do Reino Unido, a Random House está presente na Austrália, Nova Zelândia, Canadá, África do Sul e Índia. E, mais importante ainda, é uma das maiores editoras em espanhol do mundo por meio da Random House Mondadori, com forte presença na Espanha e na América Latina espanhola.  Já a Penguin também está presente nos mesmos países de língua inglesa, e sempre deu bastante importância ao mercado indiano onde su atuação é mais visível que a da Random House. Mas, mais importante que isso, é presença da Penguin na China e sua participação na Companhia das Letras no Brasil. Juntas, as duas empresas passam a uma posição extremamente forte ou de domínio nos mercados de língua inglesa fora dos EUA e Reino Unido, e a Penguin Random House já teria forte presença na América Espanhola, China e Brasil. Ou seja, do ponto de vista global, é um casamento perfeito.

Não é por acaso que o press release oficial da Bertelsmann traz a seguinte declaração do CEO e chairman Thomas Rabe: “Em primeiro lugar, a combinação da Random House e da Penguin fortalece significativamente a edição de livros, um de nossos principais negócios. Em segundo lugar, ela leva a transformação digital para uma escala ainda maior; e, terceiro, aumenta nossa presença nos mercados-alvo em crescimento do Brasil, Índia e China[grifo nosso]. Ou seja, a fusão deu ao grupo alemão um atalho rápido para estes mercados já tão bem ocupados pela Penguin.

Já John Makinson, CEO da Penguin, lembrou no e-mail que enviou para todos os funcionários que a “nova empresa englobará todos os interesses da Penguin e da Random House nos idiomas inglês, espanhol e português[grifo nosso]. Neste caso, seria a Penguin que daria o pulo do gato em espanhol, mesmo porque o próprio Makinson confessou não ter uma estratégia para a América Latina, mas apenas para o Brasil, em entrevista concedida exclusivamente ao PublishNews Brazil.

A consolidação parece então ter consequências maiores nos mercados internacionais em que as duas empresas atuam do que nos mercados domésticos dos EUA e Reino Unido, até porque ambas estão garantindo que manterão seus selos e suas culturas editoriais.

No Brasil, em particular, a Companhia das Letras sem dúvida sai muito fortalecida. Não apenas por ter entre seus sócios a editora mais poderosa do mundo, mas principalmente por ter um acesso privilegiado aos selos e catálogos da Penguin Random House. Por exemplo, assim como já existe o selo Penguin-Companhia das Letras, poderiam surgir outras combinações semelhantes com selos da atual Random House. Só imaginar um selo Alfred A. Knopf-Companhia das Letras, por exemplo,  já daria água na boca nos apaixonados por literatura de alta qualidade. Mas a Random House ainda possui muitas outras opções entre seus mais de 50 selos, alguns deles bem mais comerciais. Mas será a maior proximidade ao catálogo destes selos que fará diferença positiva para a Companhia das Letras. É claro que a Random House continuará vendendo direitos para todas as editoras brasileiras e que não haverá nenhuma exclusividade com a Companhia das Letras. Mas também é óbvio que a Companhia ganha um acesso privilegiado às novidades e ao catálogo da Random House, além da óbvia preferência por parte do sócio estrangeiro. E esta será uma grande vantagem para a empresa fundada por Luiz Schwarcz. Uma vantagem que já deve estar tirando o sono da concorrência…

PublishNews no Jornal da Record

28 de outubro de 2012 Deixe um comentário

O Jornal da Record da última sexta-feira, em reportagem sobre o livro Nada a Perder, biografia de Edir Macedo, chamou o PublishNews de maior referência do setor editorial. Wow! Obrigado pela parte que nos toca!

É possível conferir o video da matéria aqui.

The Brazilian Bestsellers

22 de outubro de 2012 1 comentário

Na última Feira de Frankfurt, fiz uma apresentação no estande brasileiro sobre os bestsellers brasileiros – ou seja, fui falar de padre! A palestra foi filmada e pode ser vista abaixo:

 

 

Já a apresentação em power point está disponível aqui:

 

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