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Participe da Tarde Digital na FLIC

O que é?
2-Logo FLIC menor
Uma tarde especial na programação da Feira Literária Internacional Cristã com a realização de palestras e bate-papos sobre o livro digital e as mudanças tecnológicas que já estão afetando a indústria editorial cristã. Os palestrantes são profissionais de destaque no mercado editorial digital.

Quando
Quinta-feira, 6 de junho de 2013, das  13h30 às 18h

Onde
Feira Literária Internacional Cristã (FLIC)
Hall Nobre do Palácio de Convenções do Anhembi | Auditório 2
Av. Olavo Fontoura, 1209, São Paulo, SP

Investimento
R$ 39,90 até o dia 4/6
R$ 49,90 no local (se sobrar vagas!!!)

Inscrições
Diretamente no escritório da ASEC pelo e-mail financeiro@editorescristaos.org.br ou pelos telefones (11) 3105–9644 e (11) 5093–8776. Com a Sra. Leila Franco.

Organização: Associação de Editores Cristãos (ASEC) | Curadoria: Publishnews

 

PROGRAMAÇÃO

 
13h30: As tendências que nenhum editor cristão pode ignorar

Carlo Carrenho é especialista em mercado editorial digital. Estudou Editoração na Harvard University.

Carlo Carrenho é especialista em mercado editorial digital. Estudou Editoração na Harvard University.

A indústria editorial vem passando por grandes mudanças que envolvem o surgimento de novas tecnologias, a chegada do livro digital, a democratização da publicação, a existência de um leitor com mais poder e a ruptura dos processos de curadoria editorial e de distribuição. E as tendências geradas por estas mudanças não podem mais ser ignoradas pelos editores cristãos sob pena de ficarem à margem do mercado e apartados de seu público.

Palestrante: Carlo Carrenho

Formado em Economia pela USP, Carlo Carrenho e especializou-se em Editoração no Radcliffe College, na Harvard University. Já possui quase 20 anos de experiência no mercado editorial, tendo passado por editoras cristãs como Mundo Cristão, United Press e Thomas Nelson Brasil. Em 2001, criou o PublishNews, informativo diário com todas as notícias do mercado editorial brasileiro e a lista de livros mais vendidos mais completa do país. Carrenho tem sido um ativo palestrante sobre temas editoriais não apenas no Brasil mas também em eventos internacionais como a Feira de Frankfurt, a Feira de Guadalajara e a Feira de Londres. Atualmente, Carrenho trabalha como consultor editorial com enfoque no mundo digital, coordena o curso Publishing Management da FGV-RJ e dirige o PublishNews.

Twitter: @carrenho | LinkedIn: br.linkedin.com/in/carrenho/pt

 
14h30: Os novos paradigmas de acesso ao conhecimento no contexto da realidade brasileira

Robert Bahiense é responsável pela Nuvem de Livros. Estudo na Columbia University

Robert Bahiense é responsável pela Nuvem de Livros. Estudo na Columbia University

As possibilidades de melhoria do acesso ao conhecimento e à informação que as novas tecnologias permitem são inúmeras. Mas qual seria o modelo mais adequado ao Brasil? É este o tema desta palestra, que enfocará a Nuvem de Livros, um modelo inovador de conteúdo em nuvem e licenciado, aliado a um modelo de preços acessíveis ao consumidor.

Palestrante: Roberto Bahiense

Roberto Bahiense de Castro já dirigiu importantes agências de publicidade e veículos de comunicação. Formou-se em Administração de Marketing pela Fundação João Pinheiro e pós-graduou-se na Columbia University.  Ainda foi presidente da Associação Brasileira de Propaganda (ABP). Atualmente é o Diretor de Relações Institucionais do Grupo Gol, onde também coordena a Biblioteca on-line Nuvem de Livros.

 

[Intervalo]

 
16h00: Soluções digitais na Educação: Bate-papo com Gabriela Dias

Gabriela Dias é consultora em Educação e Edição Digital. Cursou a Yale University

Gabriela Dias é consultora em Educação e Edição Digital. Cursou a Yale University

Editoras didáticas, sistemas de ensino, escolas e start-ups já vem desenvolvendo há alguns anos soluções digitais de educação. Embora, este mercado ainda esteja se iniciando e em uma fase de grande experimentação, já existem modelos e estudos de casos interessantes, além de histórias de sucesso e fracasso que podem ser bons sinalizadores. Neste bate-papo com Carlo Carrenho, a consultora Gabriela Dias vai apresentar um panorama do mercado educacional digital e contar um pouco do que dado certo e errado nesta área. Um dos enfoques da conversa será como editoras de materiais para Escola Dominical e Educação Cristã poderiam utilizar soluções digitais para criar produtos modernos, didáticos e atraentes para seus leitores.

Palestrante: Gabriela Dias

Gabriela Dias é formada em Editoração pela ECA-USP e participou do Yale Publishing Course. Transita desde 1996 entre o papel e o virtual, tendo passado pelas maiores editoras didáticas do país, tais como  Moderna (Santillana), Ática (Abril) e Edições SM. Assina a coluna Cartas do Front no PublishNews, onde observa o mercado educacional no Brasil e no mundo. Atualmente, presta consultoria e realiza projetos nas áreas de educação e edição digital.

Twitter: @gabidias | LinkedIn: br.linkedin.com/in/gabidias

 
17h00: Oportunidades Digitais para Editores Cristãos

Como montar a melhor estratégia digital para sua editora? Quais os primeiros passos? Como fazer a conversão digital? Quais erros devem ser evitados? O que as lojas digitais oferecem hoje para os editores? Estes serão alguns dos temas que serão abordados nesta palestra, com um enfoque natural na Kobo, livraria digital canadense que se associou à Livraria Cultura no Brasil. A própria plataforma Kobo e seu modelo de negócios também serão abordados.

Camila Cabete é Gerente de Relações com Editores da Kobo no Brasil

Camila Cabete é Gerente de Relações com Editores da Kobo no Brasil

Palestrante: Camila Cabete

Camila Cabete  tem formação clássica em História e foi responsável pelo setor editorial de uma editora técnica, a Ciência Moderna, por alguns anos. Entrou de cabeça no mundo digital ao se tornar responsável pelos setores editorial e comercial da primeira livraria digital do Brasil, a Gato Sabido, além de ter sido a responsável pelo pós-venda e suporte às editoras e livrarias da Xeriph, a primeira distribuidora de conteúdo digital do Brasil. Assina a coluna Ensaios Digitais no PublishNews, onde publica novidades e informações sobre o dia-a-dia digital. Atualmente, é a Brazil Senior Publisher Relations Manager da Kobo.

Twitter:  @camilacabete | LinkedIn: br.linkedin.com/pub/camila-cabete/23/698/8b0

 
PS: Após cada palestra, haverá espaço para perguntas e respostas dos participantes.

 

O dia D (de digital) na Bienal de SP

7 de agosto de 2012 9 comentários
Russ Grandinetti

Russ Grandinetti, vice-presidente da Amazon e responsável pelo Kindle é um dos destaques do Dia Digital na Bienal

Esta semana, na sexta-feira, 10 de agosto, terei o privilégio de mediar 6 eventos na 22ª Bienal do Livro de São Paulo. É a primeira vez que participo como mediador no maior evento do livro da minha cidade natal e por isso sou grato ao convite que veio da Câmara Brasileira do Livro por meio do editor Quartim de Moraes, curador do espaço Livros & Cia. A proposta deste espaço é discutir o negócio do livro, as questões da indústria editorial e outros aspectos mais ligados ao mercado. A programação montada por Quartim é a melhor que já vi em bienais e merece o apoio e presença de todos. E é justamente por isso que o PublishNews está apoiando oficialmente esta programação. Mas quero aproveitar este espaço para falar dos 6 eventos que vou mediar no dia 10 de agosto, todos centrados na questão digital.

O dia começa cedo, com uma palestra de Andrew Lowinger, CEO do Copia Interactive, logo às 11h da manhã. O norte-americano vai falar sobre a plataforma Copia que já está operacional no Brasil em uma parceria com a Submarino. Juntos, Copia e Submarino esão por trás do portal Submarino Digital Club. O principal diferencial da plataforma do Copia é seu forte enfoque na importância das mídias sociais e em seu modelo de negócios que procura se associar com as empresas tradicionais do setor e não substituí-las. Troquei alguns e-mails com o Andrew nos últimos dias e ele adiantou um pouco do teor de sua palestra, intitulada “A Revolução Digital: como aproveitar suas vantagens e evitar seus riscos”.

Andrew Lowinger

Para Andrew Lowinger, CEO do Copia Interative, “o perigo está em ficar apenas dizendo para onde a revolução digital está indo ao invés de refletir sobre ela”

“A revolução digital é de ruptura e assustadora, especialmente para aqueles que tem um interesse claro no status quo, mas o que virá no futuro é de fato evolucionário e previsível”, explicou. “O perigo está em ficar apenas dizendo para onde a revolução digital está indo ao invés de refletir sobre ela”, continuou. Andrew ainda promete apresentar de forma clara “o que a indústria tem de fazer para se manter brasileira”.

Vale lembrar que cada uma destas palestras vai durar cerca de 1h30, com trinta minutos de palestra, seguidos de 15 minutos de bate-papo com o mediador, este que vos escreve, e mais meia hora pelo menos de perguntas do público.

Depois de uma pausa para almoço (e uma sobremesa no carrinho de doces portugueses), é hora de voltar às 13h30 para a apresentação de nada mais que Russ Grandinetti. Russ é vice-presidente da Amazon e responde por todas as operações ligadas ao Kindle. Acima dele, só os deuses de Seattle, ou melhor, Jeff Bezos. Russ está na Amazon desde 1998 e acompanhou todo o processo de criação e produção do Kindle. Em sua palestra intitulada “A Amazon e o Novo Normal” ele pretende contar a história que mudou o mercado editorial. Enquanto todos no Brasil olham para o futuro da Amazon no País, Russ deve falar também sobre este passado fascinante.

Marie Pellen

Marie Pellen apresenta uma plataforma freemium para a distribuição de conteúdo acadêmico

Após o Mr. Kindle deixar o palco, será a vez de Marcílio Pousada, CEO da Livraria Saraiva, contar, a partir das 15h, o que a empresa brasileira tem feito na área digital. O título de sua palestra é “A Saraiva e as soluções digitais para o mercado brasileiro”, e o executivo da empresa que mais compra e vende livros no Brasil vai contar um pouco do pioneirismo da empresa na comercialização de eBooks e de como a plataforma da Saraiva – que permite a leitura em tablets, celulares, desktops – vem sendo desenvolvida. O comércio eletrônico dos livros digitais também deve fazer parte de sua fala.

Depois de duas palestras bastante focadas no mundo dos negócios, será a hora de dar um respiro para ouvir a francesa Marie Pellen falar sobre “OpenEdition: uma solução Freemium para a publicação acadêmica de ciências humanas”. Pellen é coordenadora para língua portuguesa do programa conhecido como OpenEdition Freemium, uma plataforma que traz um modelo econômico inovador com base no acesso livre para publicações científicas.

Jesse Potash

Jesse Potash, CEO da Pubslush, preparou uma verdadeira aula sobre as empresas que surfam na ruptura digital do mercado editorial

Resumidamente, a plataforma trabalha com um modelo de licenças para distribuição de conteúdo acadêmico. Em tempos de Netflix, sua apresentação, marcada para as 16h30, tem tudo para contribuir, e muito, para a discussão dos novos modelos de remuneração para a comercialização de conteúdo.

E por falar em novos modelos, Jesse Potash, criador da editora Pubslush, está preparando uma bela aula para ser apresentada às 18h do próximo dia 10. Potash vai falar sobre “A revolução digital e os novos modelos de negócio”, e preparou uma lista de empresas startups que estão trazendo rupturas para o mercado editorial. Entre as empresas que ele pretende discutir estão a própria Pubslush, a BookBaby, a BookEspresso, a Goodreads, a espanhola 24symbols, a Valobox e, ufa!, a WriterCube. Cada uma destas empresas, na visão de Potash, é responsável por um tipo de ruptura na cadeia editorial.

Tive a oportunidade de discutir o conteúdo da apresentação com Jesse por Skype e fiquei fascinado com o formato que ele vai dar para a apresentação, especialmente porque resolveu expandir o horizonte da palestra para empresas que não sua Pubslush, editora que promove a publicação de autores independentes por meio de crowdfunding.

Para terminar o dia, às 19h30, uma conversa com dois brasucas: Julio Silveira, da Imã Editorial, e Eduardo Melo, da Simplíssimo. O primeiro, um editor pernambuco-carioca, vai abordar as oportunidades e ameaças que a revolução digital traz para autores e editores. Já o gaúcho Eduardo vai apresentar sua bem-humorada visão do editor brasileiro em meio ao tiroteio digital do mercado.

Julio Silveira

Julio Silveira, editor da Imã, abordará os efeitos digitais nas relações entre autores e editores

A idéia desta mesa, intitulada “A revolução digital no Brasil: perspectivas tropicais” é discutir como e em que velocidade as mudanças digitais vão ocorrer no Brasil. Julio possui grande experiência editorial e Eduardo é proprietário da maior empresa de produção de eBooks no Brasil. Além disso, são dois grandes amigos, e a ideia e fazermos um bate-papo informal entre nós.

Honestamente, esta programação é digna de eventos como o Tools of Change e o Digital Book World, com uma grande vantagem: é de graça. Basta chegar mais cedo e pegar a senha.

Resumindo o programa do dia 10 de agosto será o seguinte:

11:00 – A Revolução Digital: Como aproveitar suas vantagens e evitar seus riscos, com Andrew Lowindger

Eduardo Melo

O sócio da Simplissimo, Eduardo Melo, trará sua experiência como o maior produtor de e-books do mercado brasileiro

13:30 – A Amazon e o novo normal: possibilidades digitais do Kindle, com Russ Grandinetti

15:00 – A Saraiva e as soluções digitais para o mercado brasileiro, com Marcílio Pousada

16:30 – OpenEdition: uma solução Freemium para a publicação acadêmica de ciências humanas, com Marie Pellen

18:00 – A revolução digital e os novos modelos de negócio, com Jesse Potash

19:30 – A revolução digital no Brasil: perspectivas tropicais, com Eduardo Melo e Julio Silveira

Ajudem na divulgação e convidem colegas e amigos para discutir o futuro digital do livro. Vejo vocês na Bienal!

A programação completa do dia 10/8 pode ser baixada em PDF aqui.

Saraiva

Às 15h, o CEO da Livraria Saraiva, Marcílio Pousada, falará sobre a experiência com livros digitais da maior rede de livrarias do Brasil

Frankfurt 2011 – o segundo dia

10 de outubro de 2011 Deixe um comentário

10 de outubro de 2011. Dia chuvoso e frio em Frankfurt. Levantei cedo, 7h15 (lembre-se que no Brasil isso é 2h da madrugada!) porque logo às 8h30 rolou a primeira reunião da equipe Publishing Perspectives / PublishNews Brazil, que vai trabalhar na produção do Show Daily 2011.

Mas esse clima me anima a caminhar – o “chuvoso” era apenas garoa, que engrossava vez por outra. Não gosto é do calor pras caminhadas. Em 20 minutos cheguei à entrada do centro de exibições, mas isso era só metade do caminho. Entrando pelo Hall 5 – onde, aliás, fica o estande do Brasil – lá se vai uma caminhada de mais 20 minutos, no mínimo, até o Hall 8.0, onde fica o escritório da redação. Apertei o passo, mas ainda cheguei 8 minutos atrasado. Felizmente meus companheiros alemães, norteamericanos e ingleses também não foram pontuais (se abrasileiraram, ou nós é que somos muito duros com nós mesmos?) e a reunião começou assim que cheguei. Tarefas designadas, mãos à obra.

Ed Nawotka, editor chefe, e eu ficamos responsáveis pelas fotos. E se possível, adicionar à foto alguma citação. O evento? Publishers Launch Conferences: “eBooks goes global”. A primeira organizada em Frankfurt pela dupla de “Mikes” – o Shatzkin, que é colunista do PublishNews, e o Cader, criador do Publishers Lunch – que começou neste ano a organizar conferências sobre o mundo do livro digital em diferentes partes do mundo.

Plena segunda-feira pre-feira, a conferência contou com cerca de 100 pessoas, o que é uma boa assistência considerando que para participar as pessoas tinham que viajar já no sábado, a menos que morassem ou estivessem na Alemanha já há algum tempo. O dia se dividiu praticamente em apresentações patrocinadas e painéis de discussão. Mas mesmo patrocinadas, as apresentações foram objetivas e de conteúdo. Os painéis trouxeram discussões interessantes. E o primeiro do dia contou com a participação de Sérgio Machado, presidente do grupo Record. A quem Mike Shatzkin elogiou a participação para mim.

No almoço, tive a oportunidade de conhecer um editor egípcio, da Al-Dar Al-Masriah A-Lubnaniah, uma das maiores editoras do país. Na mesa também sentou-se um francês, tão low profile que falou rapidinho o nome e nem tinha cartão da editora… mas uma das coisas mais gostosas da feira pra mim, rolou em quantidade: conexão com as pessoas.

Meu amigo argentino Octavio Kulesz me encheu de perguntas sobre o mundo digital no Brasil, principalmente no que se refere aos tablets e às “pregações” do Ministro da Tecnologia, Aloísio Mercadante. Reencontrei também a elétrica Patrícia Arancibia, Gerente de conteúdo internacional da Barnes & Noble. Conheci pessoalmente pessoas que só conhecia por email e mais alguns “Hellos” e “Olás” aqui e ali.

Mas então o meu dia virou um caos por causa de problemas no site do PublishNews, que o nosso host não era capaz de resolver. Foi uma tarde de brigas e até ligações de meia hora, via Skype (graças a Deus), para o Brasil. Depois de uns bons gritos, problema resolvido. Ufa! Mas o dia já havia acabado e eu perdi uma boa parte da conferência. Mas as coisa mais importantes você e eu podemos ler no site do PublishNews. 🙂

Amanhã é que o bicho começa a pegar mesmo. O dia todo de TOC Frankfurt, uma forte conferência sobre livros digitais, e na parte da tarde um dos eventos mais concorridos da feira: International Rights Directors Meeting. O PublishNews estará cobrindo tudo, tanto no site quanto pelos Twitters e a hashtag #FBF11, como escrevi no post de ontem aqui no Blog da Redação. E tem ainda o nosso Flickr, com as fotos da feira.

Bom, amanhã tem mais.

Meu primeiro iPost

27 de dezembro de 2010 Deixe um comentário

Há cerca de vinte dias – pra ser mais exato, desde o último dia 2 de dezembro – estou curtindo o meu iPad versão wi-fi 32Gb. Eu comprei do meu amigo Ed Nawotka, editor-chefe do Publishing Perspectives, quando nos encontramos na Feira Internacional do Livro de Guadalajara neste ano.

Pra mim o iPad é um fantástico netbook. Estou lendo o meu primeiro Kindle eBook – “I Live in The Future & Here Is How It Is – e hoje descobri que o eBook “Momzillas” é mais barato no Kobo do que na Amazon. Não conferi os detalhes mas acredito que a diferença está apenas no modelo de negócio de um e de outro distribuidor. Essa questão dos modelos tem sido discutida pelo nosso colunista Mike Shatzkin e pelo Carlo Carrenho no seu blog Tipos Digitais, então nem vou comentar isso aqui.

Na verdade estou escrevendo para dizer que este “aparelhinho” (como diz um amigo deste mundo editorial em que vivo) é mesmo muuuito legal! Como tudo e todos, tem pontos positivos e negativos, é claro. Mas se você descobrir como ele pode ser útil no seu dia-a-dia, isso é muito bom.

Não é uma questão de se adaptar à criação de Mr. Job, mas de usar as ferramentas, digo, Apps certas. O que me levou mesmo a escrever este post foi encontrar a App do WordPress, que me permite postar direto daqui do meu iPad! Não há dúvida de que uma boa App é capaz de “pegar” você.

Não estou escrevendo isso à toa aqui no Blog da Redação. Só quero dizer que aqui está uma ótima oportunidade para editores fisgarem alguns milhares – e se for mesmo bom, até alguns milhões – de leitores (ou usuários, como costuma se dizer no mundo dos computadores). Também não quero entrar na questão dos enhanced books, mas fica a sugestão.

Se trabalha com livros, considere a possibilidade de trazê-lo pro iPad – como App, na iBookStore, Kindle, Kobo ou o que mais houver. As opções são muitas. Pense a respeito.

Categorias:Tecnologia

“Noites de autógrafos” de livros digitais

12 de novembro de 2010 6 comentários

[Escrito enquanto sobrevoava este
“Brasilzão”, a caminho de Olinda para cobrir a VI Festa Literária Internacional de Pernambuco.]

Estou conferindo a programação da FLIPORTO 2010, e notei que praticamente todas as mesas se encerram com uma sessão de autógrafo dos participantes. Fiquei pensando que deveria ter trazido livros de alguns deles, que já tenho, e que gostaria de comprar outros também lá na Festa, pra pegar seus autógrafos… Mas então imaginei o peso que tudo isso teria na minha mala – já na vinda e pior ainda na volta. Como seria bom se já tivéssemos no Brasil leitores digitais com preços razoáveis e, muito mais importante, livros digitais (conteúdo) em língua portuguesa! Eu poderia viajar com mil livros pesando menos de 300 gramas.

Abre o parêntese: não é o assunto deste post mas não me contenho em questionar – quando é que os editores brasileiros vão se dar conta de que o eBook já é uma realidade e isso não tem volta, e que o grande problema do eBook é a falta de conteúdo? Forneçam conteúdo a partir daqui ou virá conteúdo de fora! Fecha o parêntese.

Mas então me cutucou a mente uma pergunta: como esses caras vão autografar livros digitais? O que você acha? Alguma sugestão? Não pergunto o que pensa do livro digital, porque eu já disse que ele é uma realidade, embora estejamos muito atrasados ainda no Brasil. Mas quero ideias de como serão as “noites de autógrafo” na realidade do mundo digital. Solte a imaginação pra depois eu escrever outro post com as ideias sugeridas.

Categorias:Tecnologia

O que achei do iPad

22 de abril de 2010 Deixe um comentário

Já escrevemos muito aqui a respeito do que outros pensam do iPad; ou suas primeiras impressões de uso. Na quinta-feira passada, 15/4, o Luiz Eduardo – analista da Dualtec e membro da diretoria da CBL (e amigo deste que vos escreve) – nos emprestou um para testes aqui no PublishNews. De maneira direta, depois vou elaborar melhor, me parece mais um substituto do (ou o verdadeiro) netbook, do que um e-Reader. Aliás, nessa função eu diria que para os livros ditos tradicionais, ele não leva nenhuma vantagem no geral, e perde no quesito peso. Mas se entrarmos no campo da transmídia, interatvidade, som e imagem, aí ele bate forte. E também é preciso considerar os leitores que vêm da próxima geração: aquela galera que já nasceu lendo na tela de computador.

É claro que a interface gráfica do iPad não tem nível de comparação com os e-Readers, mas aí voltamos à questão da funcionalidade do “aparelhinho” de Steve Jobs e dos outros da turma de Jeff Bezos. Para que você quer usar o seu iPad?

Durante a primeira madrugada de testes, minha primeira dificuldade foi encontar a posição para trabalhar. O seu formato seduz (pede que) você a usá-lo sem apoiar numa mesa, sentado, deitado ou até mesmo em pé. Mas o seu peso aumenta o esforço para tentar mantê-lo numa posição possível de ler, tocar e escrever – no ótimo teclado virtual. Depois de muito me virar, achei uma posição apoiando-o parte na minha perna e parte no braço da poltrona em que eu sentava naquela noite/madrugada.

Resolvida, pelo menos em parte, a questão da posição de trabalho, comecei a focar em tarefas que executo no dia a dia: Twitter, navegação na internet, e-mails e alguns textos. No Twitter a experiência ainda não é das melhores: suas Apps adaptadas do iPhone ainda não rodam com a maior eficiência. O TweetDeck, minha preferência atual para uso no notebook ou desktop, não atualiza rápido e quando atualiza rola as telas tão depressa que você perde um sem número de tweets. Tentei também o Twiterrific, mas sua interface não permitia que editasse os RTs antes de enviá-los.

Já a navegação na internet foi um supersucesso. Rápida e fácil. E como eu já havia encontrado a posição para trabalhar, digitar e interagir com a tela por meio do touch foi extremamente fácil e funcional. Depois de algum tempo “achei” uma nova posição de trabalho muito boa: no estilo prancheta, segurando apoiado num braço e teclando apenas com uma das mãos (funciona super bem com o iPad no “formato portrait”). Estava teclando com bastante rapidez nessa posição. O uso de e-mails e a produção de textos também são bem eficientes no “aparelhinho”.

Para aqueles que escreveram em suas avaliações que o problema é a falta de um mouse, respondo que eles perderam totalmente o “x” da questão. Exatamente um dos grandes fortes do iPad é não precisar do mouse – e pra mim também não precisa do teclado. Quanto menos periféricos, melhor. Eu acho.

Mas tenho certeza que você está lendo tudo isso aqui porque quer saber sobre a iBookstore.

iBookstore e muito mais…

Estou errado? Ou melhor, quer saber sobre e-Books em geral, no iPad. Certo? Vamos lá então. Começando pelo mais convencional, a iBookstore. Não vou analisar a quantidade de títulos disponíveis, mas o seu funcionamento e o uso para leitura. Pra variar, Mr. Jobs se saiu muito bem no quesito interface gráfica. O visual é ótimo e é muito fácil interagir – e comprar – com a iBookstore. Dois ou três cliques e o livro já está na sua estante. E os samples (gratuitos) dão uma boa ideia do livro que você está considerando comprar (não é só uma pequena amostra com uma ou duas páginas).

No quesito leitura, o iPad começa perdendo para os rivais que são desenhados especificamente para esse fim – leitura digital. Dependendo da posição e da quantidade de luz, o reflexo pode atrapalhar um pouco, embora exista um botão de controle da luminosidade. É claro que a tela touch e o efeito visual que parece uma página “de verdade” sendo virada, dão um certo “stile” ao e-Book de Jobs, mas o que importa mesmo é o conforto na leitura. E nessa questão, além da luminosidade, “pesa o peso” do “aparelhinho”. Sem um ponto de apoio, segurá-lo por muito tempo para ler pode ser desconfortável – ou pode ser um bom exercício para os bíceps!

Mas quando saímos do e-Book “convencional” e passamos aos produtos interativos, com multimídia, ou mais ainda, vamos para os transmídia, a história muda bastante. É claro que o peso continua sendo uma questão a ser considerada, mas aqui onde texto, imagem, som, internet, etc interagem com muita facilidade e eficiência, os e-Books passam a um outro nível de entretenimento. E nesse tipo de produto, aí sim o iPad hoje é imbatível. A versão light de Alice no país das maravilhas é bem legal e Toy Story, da Disney, é um show de livro com trilha sonora, que interage com cenas de animação e narração empolgante. Esses são apenas dois exemplos iniciais, que demonstraram, para mim, o grande potencial do iPad no campo do livro ditital – que talvez em breve nem tenha mais esse nome.

Bem, para colocar um ponto final nessa primeira análise do “nettablet” de Steve Jobs, eu diria que como e-Reader é um ótimo tablet; e como tablet é um ótimo netbook, com excelentes qualidades gráficas e uma tendência de muitas mudanças, não só no mercado de informática e tecnologia onde ele nasceu, como também no mercado editorial, que é onde estamos, e em muitos outros mercados.

Não tem outro jeito; é esperar para ver.

Categorias:Tecnologia
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