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Archive for the ‘Internacional’ Category

PublishNews entrevista CEO da Penguin Random House

5 de outubro de 2013 Deixe um comentário

Nesta semana, todos os olhos estarão voltados para a Feira de Frankfurt e muitos de vocês já estarão por aqui na Alemanha. E depois de falar de Contec Frankfurt, Publishers Launch etc., eu queria recomendar um evento frankfurtiano gratuito e que pode ser assistido de qualquer lugar do mundo: o CEO Panel. Trata-se de um evento tradicional da Feira que sempre entrevista CEOs de grandes empresas do mundo do livro. Mas, desta vez, como o Markus Dohle, CEO da Penguin Random House, aceitou participar, decidiu-se por entrevistar apenas ele. E a exclusividade faz sentido, afinal ele é hoje o homem mais poderoso da indústria do livro no comando do maior grupo editorial do mundo. O evento é organizado e patrocinado por cinco revistas e sites especializados no mercado editorial: Publishers Weekly (EUA), The Bookseller (Inglaterra), buchreport (Alemanha), Livres Hebdo (França) e por nós do PublishNews. Se você estiver na Feira de Frankfurt, compareça e clique no link abaixo para fazer sua inscrição gratuita e garantir seu lugar:

CEO Panel Quarta-feira, 9 de outubro Das 14h30 às 15h30 No “Room Dimension” do Hall 4.2

Se estiver no Brasil, uma das novidades este ano é que o evento será transmitido ao vivo por streaming. Para acompanhar, basta acessar o link abaixo:

CEO PANEL – Streaming | 9h30, horário de Brasília

O PublishNews será representado pela nossa editora Iona Stevens, que fará perguntas sobre os mercados emergentes e especialmente sobre o Brasil a Markus Dohle. Não perca!

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Português Público ouve PublishNews

3 de novembro de 2012 Deixe um comentário

Na última terça-feira, 30 de outubro, o jornal portugês Público publicou a matéria “Penguin+Random House = o maior grupo editorial do mundo”, assinada pela excelente jornalista Isabel Coutinho. Na matéria, pude, em nome do PublishNews, dar meus pitacos sobre a questão. Clique na imagem abaixo para baixar a matéria em PDF.

Clique aqui para baixar o PDF da matéria

A fusão entre a Penguin e a Random House

30 de outubro de 2012 1 comentário

Na última segunda-feira, 29/10. as megaempresas Bertelsmann e Pearson anunciaram a fusão de suas unidades de livros, a Random House e a Penguin, respectivamente. Segundo a pesquisa The Global Ranking of the Publishing Industry de 2012, elaborada pelo consultor austríaco Rüdiger Wischenbart, a Random House faturou US$ 2,26 bi em 2011, enquanto a Penguin faturou US$ 1,61 bi. Ainda que a Random House alemã não faça parte da fusão, a Penguin Random House será uma editora hercúlea com um faturamento anual na faixa dos US$ 4 bi, como a própria Publishers Weekly está prevendo. A nova empresa terá participação de 53% da Bertelsmann e 47% da Pearson. John Makinson, CEO da Penguin, será o presidente do conselho  da Penguin Random House, enquanto o atual CEO da Random House, Markus Dohle, será o CEO da nova editora. Ainda falta passar muita água debaixo da ponte para que a fusão de fato se inicie e, mais água ainda, para que termine. As empresas esperam efetivar a fusão apenas no segundo semestre de 2013 – isto após aprovação de órgãos reguladores.

O mercado foi pego de surpresa, mas a verdade é que a indústria editorial já vem se consolidando faz tempo. O grande número de selos e editoras adquiridas pela própria Random House é a maior prova disso. E em algum momento uma fusão entre duas das Big Six – como são chamadas as seis maiores editoras dos EUA – tinha de acontecer. O que parece ter surpreendido mais o mercado foi o fato de que esta fusão tenha acontecido justamente entre a Penguim e a Random House, e não tenha envolvido empresas cujos grupos controladores não possuem tanto foco na indústria de livros, como a Harpercollins da News Corp ou a Simon & Schuster da CBS. Afinal ambas pareciam candidatas naturais a serem vendidas ou fundidas. Vale lembrar, no entanto, que segundo o Sunday Times do último domingo, a News Corp queria fazer uma oferta pela Penguin, e que recentemente a Harpercollins adquiriu a maior editora cristã dos EUA, a Thomas Nelson. Portanto, a News Corp parece ter mais interesse no mercado de livros do que muitos achavam.

Outro motivo para que esta fusão não seja uma surpresa é que ela faz todo o sentido do mundo sob uma análise global. Ambas as empresas já são fortes nos EUA e no Reino Unido, então não estaria aí a explicação para o interesse das empresas em juntar seus trapos. Mas quando se olha para os negócios globais da Penguin e da Random House, o casamento é perfeito. Além dos EUA e do Reino Unido, a Random House está presente na Austrália, Nova Zelândia, Canadá, África do Sul e Índia. E, mais importante ainda, é uma das maiores editoras em espanhol do mundo por meio da Random House Mondadori, com forte presença na Espanha e na América Latina espanhola.  Já a Penguin também está presente nos mesmos países de língua inglesa, e sempre deu bastante importância ao mercado indiano onde su atuação é mais visível que a da Random House. Mas, mais importante que isso, é presença da Penguin na China e sua participação na Companhia das Letras no Brasil. Juntas, as duas empresas passam a uma posição extremamente forte ou de domínio nos mercados de língua inglesa fora dos EUA e Reino Unido, e a Penguin Random House já teria forte presença na América Espanhola, China e Brasil. Ou seja, do ponto de vista global, é um casamento perfeito.

Não é por acaso que o press release oficial da Bertelsmann traz a seguinte declaração do CEO e chairman Thomas Rabe: “Em primeiro lugar, a combinação da Random House e da Penguin fortalece significativamente a edição de livros, um de nossos principais negócios. Em segundo lugar, ela leva a transformação digital para uma escala ainda maior; e, terceiro, aumenta nossa presença nos mercados-alvo em crescimento do Brasil, Índia e China[grifo nosso]. Ou seja, a fusão deu ao grupo alemão um atalho rápido para estes mercados já tão bem ocupados pela Penguin.

Já John Makinson, CEO da Penguin, lembrou no e-mail que enviou para todos os funcionários que a “nova empresa englobará todos os interesses da Penguin e da Random House nos idiomas inglês, espanhol e português[grifo nosso]. Neste caso, seria a Penguin que daria o pulo do gato em espanhol, mesmo porque o próprio Makinson confessou não ter uma estratégia para a América Latina, mas apenas para o Brasil, em entrevista concedida exclusivamente ao PublishNews Brazil.

A consolidação parece então ter consequências maiores nos mercados internacionais em que as duas empresas atuam do que nos mercados domésticos dos EUA e Reino Unido, até porque ambas estão garantindo que manterão seus selos e suas culturas editoriais.

No Brasil, em particular, a Companhia das Letras sem dúvida sai muito fortalecida. Não apenas por ter entre seus sócios a editora mais poderosa do mundo, mas principalmente por ter um acesso privilegiado aos selos e catálogos da Penguin Random House. Por exemplo, assim como já existe o selo Penguin-Companhia das Letras, poderiam surgir outras combinações semelhantes com selos da atual Random House. Só imaginar um selo Alfred A. Knopf-Companhia das Letras, por exemplo,  já daria água na boca nos apaixonados por literatura de alta qualidade. Mas a Random House ainda possui muitas outras opções entre seus mais de 50 selos, alguns deles bem mais comerciais. Mas será a maior proximidade ao catálogo destes selos que fará diferença positiva para a Companhia das Letras. É claro que a Random House continuará vendendo direitos para todas as editoras brasileiras e que não haverá nenhuma exclusividade com a Companhia das Letras. Mas também é óbvio que a Companhia ganha um acesso privilegiado às novidades e ao catálogo da Random House, além da óbvia preferência por parte do sócio estrangeiro. E esta será uma grande vantagem para a empresa fundada por Luiz Schwarcz. Uma vantagem que já deve estar tirando o sono da concorrência…

As edições do Reading Brazil

22 de outubro de 2012 1 comentário

Quem esteve próximo à equipe do PublishNews nos dias que antecederam a Feira de Frankfurt sabe a correria que foi produzir dois suplementos de oito páginas sobre o mercado editorial para circular dentro do já tradicional jornal diário da Feira, o Show Daily. E tudo isso em inglês! No final, o resultado nos deixou bastante felizes, graças também ao apoio imensurável da equipe da Publishing Perspectives, nossa parceira na empreitada, que cuidou da diagramação e da revisão do inglês.

Quem não esteve em Frankfurt pode baixar as duas edições em PDF aqui. Basta clicar nas capas:

 

Você também pode clicar nos seguintes links para baixar os arquivos:

 

 

Brasil fica em 9º lugar em ranking global de mercados editoriais

8 de outubro de 2012 6 comentários

O esforço do consultor Rüdiger Wischenbart para mapear as indústrias livro do mundo todo começou em 2011 provavelmente em seu escritório no bairro de Josefstad, em Viena, ou mais possivelmente em um dos cafés que fazem parte do cotidiano de qualquer cidadão austríaco. O projeto é patrocinado pela International Publishers Association (IPA), com apoio da Feira do Livro de Londres e da BookExpo America, mas a metodologia e pesquisa ficam por conta do consultor conterrâneo de Mozart.

Os resultados iniciais da pesquisa começaram a aparecer no primeiro semestre deste ano, na Feira de Londres e na BookExpo America, quando um ranking preliminar dos mercados por país foi apresentado. Trata-se, no entanto, de um trabalho ainda em desenvolvimento e, agora, na Feira de Frankfurt, que começa na próxima quarta-feira (10/10), a IPA divulga um ranking atualizado e mais completo, acompanhado de um mapa mundi que reflete o potencial da indústria editorial de cada país – o Global Map of Publishing Markets 2012 ou Mapa Global de Mercados Editoriais 2012, em bom português.


O ranking atualizado

 

Ranking País Faturamento das editoras em milhões de euros Valor de mercado em valores ao consumidor Novos títulos e reedições por milhão de habitantes
1 Estados Unidos 21.500 € 31.000 € 1080
2 China 10.602 € 245
3 Alemanha  6.350 € 9.734 € 1172
4 Japão 7.129 €
5 França 2.804 € 4.587 € 1242
6 Reino Unido 3.738 € 4.080 € 2459
7 Itália 1.900 € 3.417 € 956
8 Espanha 1.820 € 2.890 € 1692
9 Brasil 2.027 € 2.546 € 285
10 Índia 1.675 € 2.500 €
11 Canadá 1.535 € 2.342 €
12 Coréia do Sul 1.408 € 2.013 € 849
13 Rússia 1.875 €
14 Austrália 1.520 € 877
15 Turquia 1.150 € 474
16 Holanda 1.126 € 1412
17 Polônia 697 € 1.123 € 775
18 Bélgica 519 € 850 €
19 Noruega 304 € 808 € 9227
20 Suíça 806 €
MUNDO   105.614 €  

 

Como se pode ver, o Brasil ocupa uma honrosa 9ª posição com um valor de mercado ao consumidor final estimado em 2,54 bilhões de euros. Atrás da Espanha e à frente da Índia, o mercado brasileiro aparece consolidado como o maior da América Latina. Uma observação importante é que dada a forte participação do governo brasileiro no faturamento das editoras – em 2011 ela ficou em 28,7% –, o valor do mercado em preços ao consumidor fica subdimensionado se comparado com outros países onde a participação do governo é menor e a participação de toda a cadeia do livro na venda de livros didáticos torna os preços ao consumidor maiores. Neste estudo, nas vendas governamentais, o preço ao consumidor é igual ao faturamento das editoras, gerando, portanto, um valor de mercado relativamente menor. Se a participação do governo fosse ponderada no cálculo, o Brasil com certeza ganharia algumas posições.

Do ponto de vista negativo, chama a atenção o baixo índice de novos títulos e reedições por milhão de habitantes, que ficou em 285 e à frente apenas da China (245) entre os países onde tais dados estavam disponíveis.


O Mapa Global de Mercados Editoriais

 

The Global Map of Publishing Markets 2012

Este mapa mundi baseia-se em pesquisa do consultor Rüdiger Wischenbart e reflete o valor do mercado editorial ao preço do consumidor para cada país do mundo.

 

Para a elaboração do Global Map of Publishing Markets, foram necessários dados muito mais globais e de muito mais países do que os pesquisados para o ranking, e isto exigiu um trabalho em três passos. O primeiro deles foi coletar a maior quantidade possível de dados das melhores fontes disponíveis para a criação de um banco de dados com três indicadores primários: o faturamento líquido das editoras, o valor de mercado em preços ao consumidor e o número de novos títulos lançados e reedições. Estes dados basearam-se fortemente em associações nacionais de editores e correlatos. Para a maioria dos países, no entanto, somente o faturamento das editoras ou o valor de mercado estavam disponíveis.

O segundo passo foi pedir para que profissionais da indústria local fizessem uma análise crítica dos resultados iniciais obtidos. Neste momento, o corpo de dados também ganhou massa principalmente devido à inclusão de estatísticas de exportação dos maiores mercados exportadores (Reino Unido, EUA, França e Espanha), que serviram como ponto de referência para comparação.

O terceiro passo foi explorar o contexto da indústria editorial local, já que observou-se que os mercados editoriais refletem os parâmetros socioeconômicos de cada país e podem ser correlacionados de forma significante com o tamanho da população e a renda per capita. Isto permitiu que Wischenbart e sua equipe desenvolvessem um algoritmo ainda experimental para estimar sistematicamente o tamanho de mercados editoriais que não possuem dados disponíveis. As estimativas foram então cruzadas com os números de países com dados confiáveis e com as avaliações de profissionais locais.

Para a criação gráfica do mapa, utilizou-se a ferramenta Worldmapper a partir dos valores obtidos ou estimados.

PublishNews em Frankfurt

20 de setembro de 2012 Deixe um comentário

A Feira de Frankfurt se aproxima e eu gostaria de compartilhar aqui os eventos e ações que o PublishNews está promovendo ou apoiando no maior encontro livreiro do mundo. E seria muito legal contar com sua participação e apoio de todos os brasileiros que estarão por lá. Vamos às ações:

 

Yu Chunchi, da China Education, Arnaud Nourry, da Hachette Livres, e John Makinson, da Pinguin, no CEO Panel 2011

The CEO Panel PublishNews é co-organizador
Este evento é promovido pelo PublishNews junto com a Livres Hebdo,  The Boosellerbuchreport e Publishers Weekly. Trata-se de um debate anual entre os CEOs das mais importantes empresas mundiais do setor do livro. A ideia é ouvir o que os líderes da indústria tem a dizer sobre as transformações que estão afetando o mercado editorial. As perguntas são formuladas por jornalistas dos veículos que apoiam o debate. Neste mesmo evento, o Ranking Global de editoras é apresentado oficialmente pelo consultor Rüdiger Wischenbart. Nesta edição, os convidados são:

  • Michael Serbinis, CEO da Kobo
  • Jamie Iannone, president da Barnes & Noble Digital Products
  • Elodie Perthuisot, diretora de livros da Fnac
  • Santiago de la Mora, diretor de parcerias de conteúdo impresso da Google

O evento é gratuito e acontece no Dimenson Room, ho Hall 4.2. Mais informações aqui: http://bit.ly/OFEubC

 


TOC Frankfurt
PublishNews é media sponsor
Desde 2007, acontece em Nova Iorque o Tools of Change for Publishing (TOC), organizado pela O’Reilly. O objetivo do evento é discutir práticas, soluções e tendências digitais que estão afetando a indústria de livros. Em 2009, a empresa norte-americana se juntou com a Feira de Frankfurt para organizar a conferência TOC Frankfurt, sempre na terça-feira, às vésperas da abertura da feira. O evento ganhou força e se encaminha agora para sua terceira edição. O PublishNews é media sponsor do evento e eu terei a honra de participar do painel “How is the Market Changing and Where are the Opportunities”. O evento é pago, mas vale cada centavo, e é perfeito para quem vai chegar um ou dois dias antes da feira começar.

Mais informações: http://tocfrankfurt.com

 

Publishers Launch |PublishNews é media sponsor
Organizado por Michael Calder, do Publishers Lunch, a mais importante publicação especializada em mercado editorial dos EUA, e por Mike Shatzkin, consultor e colunista do PublishNews, este evento promete uma análise profunda das oportunidades e desafios globais da indústria editorial, assim como soluções e lições que podem ser utilizadas por profissionais do livro. O evento acontece na segunda-feira pré-Frankfurt em um espaço dentro da própria feira de livros. O PublishNews é media sponsor e eu estarei representando o B de Brasil no painel “Digital Change in Publishing in the BRIC Countries”.

Mais informações: http://www.publisherslaunch.com/2012-2013/launch-frankfurt/

 


Show Daily Brazil | 
PublishNews é co-produtor
O Brasil será tema de dois suplementos especiais no Show Daily, o diário de notícias da feira. A revista possui circulação de 18 mil exemplares e é distribuída gratuitamente a todos os participantes da feira. O PublishNews fará o conteúdo dos suplementos, que levarão o nome de Show Daily Brazil e terão 8 páginas cada, encartados nas edições da Show Daily de quarta-feira e de quinta-feira. Na redação do PublishNews estamos superorgulhosos desta parceria com a Feira de Frankfurt e de poder levar um pouco do Brasil para os gringos. Ah! E ainda temos alguns espaços para veiculação de anúncios…

Então, se você for para Frankfurt, não deixe de pegar seu exemplar do Show Daily Brazil e de assistir o CEO Panel. Aliás, eu devo focar minhas perguntas neste evento no mercado brasileiro, e deve ser interessante saber o que os presidentes de Kobo e Barnes & Noble tem a dizer sobre o Brasil.

E se você for chegar antes na cidade à beira do rio Main, considere participar do TOC ou do Publishers Launch para acompanhar de perto as discussões do futuro, ou melhor, do presente digital. Se for escolher entre o dois, tenha em mente que o TOC é um pouco mais filosófico e procura discutir o futuro e tendências de longo prazo, enquanto o Publishers Launch é mais focado nos problemas atuais do dia-a-dia digital do mercado editorial. Em termos de qualidade, ambos têm o mesmo nível e valem a participação.

E enquanto estiver na feira, fique atento a um paulistano e uma brasiliense correndo nas esteiras entre os pavilhões 5.0 e 8.0, indo e vindo umas dreihundert vezes por dia entre o estande do Brasil e o pavilhão de língua inglesa. Com certeza devem ser eu e a Iona Stevens, a editora do PublishNews.

Frankfurt 2011 – terceiro dia

11 de outubro de 2011 Deixe um comentário

Final de mais um dia na movimentada Frankfurt. Um grande amigo reclama que adora vir pra feira, mas que seu programa sempre é sair de Frankfurt o mais rápido possível. Eu estou gostando desta cidade, devo confessar. Tá bom, não se compara à minha amada São Paulo e nem ao belo Rio de Janeiro, pra citar só as duas brasilianas, mas estou curtindo Frankfurt.

O despertar hoje foi às 6h30. Tempo pra acordar, tomar o santo banho nosso de cada dia, e caminhar até a feira com direito a pit stop pro café. Não foi nenhum suprassumo da arte barista, mas resolveu temporariamente a minha necessidade da cafeína matinal. E hoje era dia de TOC Frankfurt e International Rights Directors Meeting. Pauleira o dia inteiro.

Tinha reunião de equipe marcada às 8h30, mas ao chegar ao escritório descobri que fora cancelada em razão do início muito cedo do TOC. Voltando 1,5Km de caminhada, cheguei ao Marriott Hotel, onde rolava o TOC, para descobrir que não estava nem um minuto atrasado. Quero dizer, eu estaria se o evento tivesse começado na hora certa. Mas alguém deve ter chutado alguma tomada, ou o duende que habita os aparelhos eletrônicos resolveu zoar o evento, e um atraso de meia hora me permitiu chegar em tempo pra abertura.

Depois das apresentações oficiais – que nesses eventos internacionais são ótimas, sem a mínima enrolação política senão o mínimo comercial possível – Bob Stein iniciou o evento com uma palestra, do que me lembro porque não assisti inteira no Brasil, muito similar à apresentada no 2o. Congresso do Livro Digital, em São Paulo. Depois dele, falou Mitch Joel, autor de “Six pixels of separation”. Joel acabou sendo a sensação da manhã – matéria no site do PublishNews – e já começou a apresentação provocando: “Nenhum editor depois de Gutenberg teve a oportunidade que vocês estão tendo de mudar a história.”

Com o atraso do início, é claro que o dia todo foi “empurrado”, e pra ajudar, alguns palestrantes não cooperaram muito cumprindo o seu horário… mas 13h20 o almoço foi servido. Engoli algo que parecia uma massa, com uma carne que parecia de porco (acho que era pernil…). Até que o sabor, especialmente da carne, estava agradável. Mas nem saboreei. Saí correndo.

Atravessando duas avenidas, do Marriott para o centro de exposições da feira, entrei e corri ao Hall 4.0, sala Europa 1. Lá começava às 14h – e eles foram pontuais – a já tradicional (25a.) International Rights Directors Meeting. Quem era o foco? Brasil, é claro. Tomás Pereira (Sextante), Lúcia Riff (Agência Riff) e Eduardo Blücher (Blucher Editora) fizeram bonito na apresentação do mercado que parece ser a grande sensação da feira este ano. Pelo menos por enquanto. E olha que ainda temos mais um ano até que o Brasil seja o país homenageado, em 2013. A razão é, sem sombra de dúvida, o internacionalmente anunciado crescimento econômico brasileiro.

Parabéns, companheiros tupiniquins! Mandaram muito bem.

Na sequência vieram três apresentações sobre o mercado de Apps e Enhanced Books. Represantantes da Simon&Schuster, Harper Colins e Lindhardt og Ringhof falaram de suas experiências nessa área de desenvolvimento do mercado digital. Estranhei um pouco o tema, ou melhor, a abordagem do tema. Não entendi o que o desenvolvimento de Apps ou Enhanced Books pode interessar à negociação de direitos autorais, embora considere o tema de grande relevância ao se falar de direitos autorais.

O dia na feira terminou com o agradável reencontro com alguns dos meus novos amigos dentre os editores do Reino Unido – que há cerca de um mês e pouco nos visitaram na Terra da Garoa. Foi muito gostoso revê-los, papear e dar algumas gostosas risadas.

Mas o meu dia mesmo só terminou depois que saí de lá e fui me encontrar com Eduardo Blücer e Marcelo Gióia na praça Hawptwache. O Eduardo escolheu um agradável restaurante italiano, que no final, ao sairmos, contava com uma clientela 60% de brasileiros! Colegas da Saraiva e da Nobel escolheram o mesmo destino gastronômico.

Bom, hora de descansar um pouco. Tem mais fotos no Flickr. Amanhã a gente continua.

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