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A evolução do mercado editorial de 2004 a 2013

22 de julho de 2014 Deixe um comentário


Dados baseados nas pesquisas anuais de Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro (CBL | SNEL)

 

 

Categorias:Análise, Pesquisas

Mercado em processo de consolidação

21 de março de 2014 2 comentários

Se respeitada a produção nacional, união da Companhia das Letras com a Objetiva pode trazer consequências benéficas

Carlo Carrenho
Especial para o Estado

O mercado editorial brasileiro foi surpreendido na última quarta-feira pela união da Companhia das Letras com a Objetiva, consequência direta da aquisição de todos os selos literários da espanhola Santillana pela Penguin Random House (PRH), o maior grupo editorial do planeta. Comoa PRH é dona de45% da Companhia e a Santillana tinha 76% da Objetiva, era natural que as empresas se unissem, e isso aconteceu sob o guarda-chuva da recém-criada Penguin Random House Brasil. Mas quais são as consequências dessa união para o mercado e para os leitores?

Para os leitores, ainda é um pouco cedo para dizer. As duas empresas já declararam que selos e catálogos seguem independentes. E isso é bastante normal no caso de fusões e aquisições de sucesso. O contrário, quando selos adquiridos são abandonados ou fechados, sempre traz péssimos resultados. Ainda assim, o novo grupo pode optar por lançar menos livros do que as duas editoras de forma independente. Só o tempo dirá.

Em momentos de entrada ou ampliação da participação de grupos estrangeiros no Brasil, algo que causa arrepios em muitos escritores e aficionados da literatura brasileira é a possibilidade de se publicar mais autores estrangeiros em detrimento dos autores acionais.Não acredito nesta possibilidade na Penguin Random House Brasil e não foi o que aconteceu na Companhia das Letras desde a chegada da Penguin. Na realidade, os grandes grupos estrangeiros são empresas que buscam maximizar vendas e lucro e, nesse sentido, terão tanto interesse em publicar seus best-sellers no Brasil quanto em publicar e desenvolver autores brasileiros de sucesso e até traduzi-los na América Latina e no resto do mundo. Nenhum grupo editorial internacional compraria editoras com habilidade de descobrir e publicar autores nacionais, como a Objetiva e a Companhia, para transformá-las em uma fábrica de tradução.

Mas se a bibliodiversidade não está ameaçada por esses motivos, está por outros. A união entre Companhia e Objetiva é mais um passo em um longo processo de consolidação do mercado, que reflete uma tendência mundial. E quanto maior a concentração, menor o espaço das editoras médias e pequenas, que garantem a diversidade do mercado editorial. O risco então para o leitor está na diminuição das chances de sobrevivência de editoras de menor porte.

O mercado de livros no Brasil, no entanto, está longe de uma grande concentração. Enquanto no mundo anglófilo há cinco grandes grupos e o mundo hispânico tem agora apenas duas grandes casas, o mercado brasileiro ainda  é fragmentado. Companhia e Objetiva somadas responderam por apenas 6% das vendas em livrarias nos dois primeiros meses de 2014, segundo a Nielsen. E ainda que se considere apenas o mercado de livros de interesse geral, a concentração não é alta.

Mas essa fragmentação não é sustentável a longo prazo. E a união entre Companhia e Objetiva pode ser um catalisador deste processo. Há agora dois grupos consolidados fortes no mercado de livros brasileiro: a Penguin Random House Brasil e o grupo Sextante-Intrínseca (a primeira é dona de 50% da segunda). Diante deste cenário, editoras como Ediouro, Rocco e Record devem buscar oportunidades de fusão e aquisição para garantir sua participação neste mercado já mais consolidado.

Do lado dos estrangeiros ,o desafio é o mesmo. Os grupos internacionais, particularmente os de forte atuação no mercado anglófilo, vão passar as próximas semanas reavaliando seus planos para o mercado brasileiro. Se eles não se mexerem rapidamente e buscarem uma entrada no Brasil, correrão o risco de verem a Penguin Random House nadar de braçada no nono maior mercado editorial do mundo.

E se de um lado a bibliodiversidade sai perdendo, por outro, há vantagens com a consolidação e com a chegada de grupos estrangeiros. O fato é que a cadeia do livro no Brasil ainda é bastante amadora e tem forte presença de empresas familiares – isto vale para editoras, distribuidoras e livrarias. Ainda estamos a anos- luz do profissionalismo visto nos mercados de países como EUA e Alemanha. O caminho logístico e comercial do livro desde o autor até o leitor no Brasil ainda é repleto de ineficiências que causam perdas e prejudicam a todos, incluindo o leitor. Este, por exemplo, acaba pagando mais caro pelo livro e tem imensa dificuldade de encontrá-lo.

A entrada de grandes grupos estrangeiros no Brasil pode ajudar a resolver esses problemas, com o aumento do profissionalismo das editoras e a instauração de melhores práticas de mercado. Mas para que isso aconteça, é preciso que as editoras brasileiras reconheçam suas fraquezas e que os grupos internacionais saibam respeitar o conhecimento  local. E é o que a Companhia e a Penguin vêm fazendo desde 2011. Mantido este espírito na nova Penguin Random House Brasil, o mercado e mesmo os leitores terão muito a ganhar– a concorrência e a bibliodiversidade que se cuidem.

Carlo Carrenho é consultor editorial
e fundador do PublishNews,
boletim de notícias do mercado editorial.

[Artigo publicado originalmente na edição de 21/3/2014 de O Estado de S.Paulo.]

PublishNews entrevista CEO da Penguin Random House

5 de outubro de 2013 Deixe um comentário

Nesta semana, todos os olhos estarão voltados para a Feira de Frankfurt e muitos de vocês já estarão por aqui na Alemanha. E depois de falar de Contec Frankfurt, Publishers Launch etc., eu queria recomendar um evento frankfurtiano gratuito e que pode ser assistido de qualquer lugar do mundo: o CEO Panel. Trata-se de um evento tradicional da Feira que sempre entrevista CEOs de grandes empresas do mundo do livro. Mas, desta vez, como o Markus Dohle, CEO da Penguin Random House, aceitou participar, decidiu-se por entrevistar apenas ele. E a exclusividade faz sentido, afinal ele é hoje o homem mais poderoso da indústria do livro no comando do maior grupo editorial do mundo. O evento é organizado e patrocinado por cinco revistas e sites especializados no mercado editorial: Publishers Weekly (EUA), The Bookseller (Inglaterra), buchreport (Alemanha), Livres Hebdo (França) e por nós do PublishNews. Se você estiver na Feira de Frankfurt, compareça e clique no link abaixo para fazer sua inscrição gratuita e garantir seu lugar:

CEO Panel Quarta-feira, 9 de outubro Das 14h30 às 15h30 No “Room Dimension” do Hall 4.2

Se estiver no Brasil, uma das novidades este ano é que o evento será transmitido ao vivo por streaming. Para acompanhar, basta acessar o link abaixo:

CEO PANEL – Streaming | 9h30, horário de Brasília

O PublishNews será representado pela nossa editora Iona Stevens, que fará perguntas sobre os mercados emergentes e especialmente sobre o Brasil a Markus Dohle. Não perca!

Não perca nossa festa na FLIP!!!

Em 2011, o PublishNews completava 10 anos e fizemos uma superfesta na FLIP daquele ano. No ano passado, não demos festa e muita gente sentiu falta. Então decidimos repetir a festa de 2011 na FLIP 2013. Não sabemos bem se é para comemorar 12 anos, ver os amigos, conhecer nossos leitores, dançarmos ao som de DJs editores ou tomarmos cerveja. Acho que é um pouco de tudo. O que importa é que gostaríamos de ver todos os nossos amigos e assinantes que estiverem em Parati marcando presença em nossa festa, que vai rolar na Casa Clube de Autores na sexta-feira, 5/7, a partir das 20h e sem hora para acabar. Ou melhor, vai acabar quando o Julio Silveira desligar o som e sugerir que todos se dirijam a seus respectivos domicílios (quem estava no final da festa de 2011 entendeu). Ah, e já queria superagradecer o Clube de Autores por nos apoiar na festa e ceder o espaço! Bons baianos que são, adoraram a idéia!

Aqui vai o convite:

convite

Festa do PublishNews na FLIP
Sexta-feira, 05/07
A partir das 20h
Casa Clube de Autores
Rua Santa Rita | Centro | Paray

Categorias:Cotidiano do PN, Eventos

Participe da Tarde Digital na FLIC

O que é?
2-Logo FLIC menor
Uma tarde especial na programação da Feira Literária Internacional Cristã com a realização de palestras e bate-papos sobre o livro digital e as mudanças tecnológicas que já estão afetando a indústria editorial cristã. Os palestrantes são profissionais de destaque no mercado editorial digital.

Quando
Quinta-feira, 6 de junho de 2013, das  13h30 às 18h

Onde
Feira Literária Internacional Cristã (FLIC)
Hall Nobre do Palácio de Convenções do Anhembi | Auditório 2
Av. Olavo Fontoura, 1209, São Paulo, SP

Investimento
R$ 39,90 até o dia 4/6
R$ 49,90 no local (se sobrar vagas!!!)

Inscrições
Diretamente no escritório da ASEC pelo e-mail financeiro@editorescristaos.org.br ou pelos telefones (11) 3105–9644 e (11) 5093–8776. Com a Sra. Leila Franco.

Organização: Associação de Editores Cristãos (ASEC) | Curadoria: Publishnews

 

PROGRAMAÇÃO

 
13h30: As tendências que nenhum editor cristão pode ignorar

Carlo Carrenho é especialista em mercado editorial digital. Estudou Editoração na Harvard University.

Carlo Carrenho é especialista em mercado editorial digital. Estudou Editoração na Harvard University.

A indústria editorial vem passando por grandes mudanças que envolvem o surgimento de novas tecnologias, a chegada do livro digital, a democratização da publicação, a existência de um leitor com mais poder e a ruptura dos processos de curadoria editorial e de distribuição. E as tendências geradas por estas mudanças não podem mais ser ignoradas pelos editores cristãos sob pena de ficarem à margem do mercado e apartados de seu público.

Palestrante: Carlo Carrenho

Formado em Economia pela USP, Carlo Carrenho e especializou-se em Editoração no Radcliffe College, na Harvard University. Já possui quase 20 anos de experiência no mercado editorial, tendo passado por editoras cristãs como Mundo Cristão, United Press e Thomas Nelson Brasil. Em 2001, criou o PublishNews, informativo diário com todas as notícias do mercado editorial brasileiro e a lista de livros mais vendidos mais completa do país. Carrenho tem sido um ativo palestrante sobre temas editoriais não apenas no Brasil mas também em eventos internacionais como a Feira de Frankfurt, a Feira de Guadalajara e a Feira de Londres. Atualmente, Carrenho trabalha como consultor editorial com enfoque no mundo digital, coordena o curso Publishing Management da FGV-RJ e dirige o PublishNews.

Twitter: @carrenho | LinkedIn: br.linkedin.com/in/carrenho/pt

 
14h30: Os novos paradigmas de acesso ao conhecimento no contexto da realidade brasileira

Robert Bahiense é responsável pela Nuvem de Livros. Estudo na Columbia University

Robert Bahiense é responsável pela Nuvem de Livros. Estudo na Columbia University

As possibilidades de melhoria do acesso ao conhecimento e à informação que as novas tecnologias permitem são inúmeras. Mas qual seria o modelo mais adequado ao Brasil? É este o tema desta palestra, que enfocará a Nuvem de Livros, um modelo inovador de conteúdo em nuvem e licenciado, aliado a um modelo de preços acessíveis ao consumidor.

Palestrante: Roberto Bahiense

Roberto Bahiense de Castro já dirigiu importantes agências de publicidade e veículos de comunicação. Formou-se em Administração de Marketing pela Fundação João Pinheiro e pós-graduou-se na Columbia University.  Ainda foi presidente da Associação Brasileira de Propaganda (ABP). Atualmente é o Diretor de Relações Institucionais do Grupo Gol, onde também coordena a Biblioteca on-line Nuvem de Livros.

 

[Intervalo]

 
16h00: Soluções digitais na Educação: Bate-papo com Gabriela Dias

Gabriela Dias é consultora em Educação e Edição Digital. Cursou a Yale University

Gabriela Dias é consultora em Educação e Edição Digital. Cursou a Yale University

Editoras didáticas, sistemas de ensino, escolas e start-ups já vem desenvolvendo há alguns anos soluções digitais de educação. Embora, este mercado ainda esteja se iniciando e em uma fase de grande experimentação, já existem modelos e estudos de casos interessantes, além de histórias de sucesso e fracasso que podem ser bons sinalizadores. Neste bate-papo com Carlo Carrenho, a consultora Gabriela Dias vai apresentar um panorama do mercado educacional digital e contar um pouco do que dado certo e errado nesta área. Um dos enfoques da conversa será como editoras de materiais para Escola Dominical e Educação Cristã poderiam utilizar soluções digitais para criar produtos modernos, didáticos e atraentes para seus leitores.

Palestrante: Gabriela Dias

Gabriela Dias é formada em Editoração pela ECA-USP e participou do Yale Publishing Course. Transita desde 1996 entre o papel e o virtual, tendo passado pelas maiores editoras didáticas do país, tais como  Moderna (Santillana), Ática (Abril) e Edições SM. Assina a coluna Cartas do Front no PublishNews, onde observa o mercado educacional no Brasil e no mundo. Atualmente, presta consultoria e realiza projetos nas áreas de educação e edição digital.

Twitter: @gabidias | LinkedIn: br.linkedin.com/in/gabidias

 
17h00: Oportunidades Digitais para Editores Cristãos

Como montar a melhor estratégia digital para sua editora? Quais os primeiros passos? Como fazer a conversão digital? Quais erros devem ser evitados? O que as lojas digitais oferecem hoje para os editores? Estes serão alguns dos temas que serão abordados nesta palestra, com um enfoque natural na Kobo, livraria digital canadense que se associou à Livraria Cultura no Brasil. A própria plataforma Kobo e seu modelo de negócios também serão abordados.

Camila Cabete é Gerente de Relações com Editores da Kobo no Brasil

Camila Cabete é Gerente de Relações com Editores da Kobo no Brasil

Palestrante: Camila Cabete

Camila Cabete  tem formação clássica em História e foi responsável pelo setor editorial de uma editora técnica, a Ciência Moderna, por alguns anos. Entrou de cabeça no mundo digital ao se tornar responsável pelos setores editorial e comercial da primeira livraria digital do Brasil, a Gato Sabido, além de ter sido a responsável pelo pós-venda e suporte às editoras e livrarias da Xeriph, a primeira distribuidora de conteúdo digital do Brasil. Assina a coluna Ensaios Digitais no PublishNews, onde publica novidades e informações sobre o dia-a-dia digital. Atualmente, é a Brazil Senior Publisher Relations Manager da Kobo.

Twitter:  @camilacabete | LinkedIn: br.linkedin.com/pub/camila-cabete/23/698/8b0

 
PS: Após cada palestra, haverá espaço para perguntas e respostas dos participantes.

 

PublishNews sorteia Kindle entre seguidores do Twitter

7 de março de 2013 2 comentários

ImagemO PublishNews está sorteando um leitor Kindle entre seus seguidores do Twitter. Para participar basta seguir o @PublishNews e fazer um tuíte respondendo qual livro você gostaria de ler no leitor digital da Amazon com a hashtag #KindleDoPublishNews. Os tuítes tem de ser feitos até o dia 19/3. O sorteio será no dia 20/3. O modelo é o mesmo que está à venda na Ponto Frio e na Livraria da Vila por R$ 299. O ganhador ser´comunicado por Twitter e nesta página.

 

Então, qual livro você quer ler no seu Kindle?

 

Participe e boa sorte!

 

Veja aqui os tuítes que estão concorrendo.

 
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A lista de mais vendidos de 2012

7 de janeiro de 2013 Deixe um comentário

Na última semana de 2012, publicamos nossa lista anual de livros mais vendidos. Como começamos a fazer a lista em setembro de 2010, o ano passado foi o segundo ano completo de nossas estatísticas semanais. Vale a pena, portanto, uma análise mais profunda da lista de 2012. Aliás, vale aqui lembrar que a Folha de S.Paulo publicou logo no dia 3/1 uma matéria sobre a presença de autores brasileiros nas listas de ficção e não-ficção totalmente baseada na lista do PublishNews. E, segundo o maior jornal brasileiro, “a aferição feita pelo PublishNews é considerada hoje pelas editoras a mais confiável do país”.

Em primeiro lugar, vamos aos campeões de cada categoria em 2012:

  • Ficção: Cinquenta tons de cinza, E. L. James, Intrínseca
  • Não-ficção: Nada a perder, Edir Macedo, Planeta
  • Infanto-juvenil: Agapinho, Padre Marcelo, Globo
  • Autoajuda: Nietzsche para estressados, Allan Percy, Sextante
  • Negócios: O monge e o executivo, James Hunter, Sextante

O campeão da lista geral foi o best-seller mundial Cinquenta tons de cinza, seguido pelo segundo volume da série, Cinquenta tons mais escuros, e pela autobiografia de Edir Macedo, Nada a perder, que evitou um pódio completamente erótico ao empurrar o terceiro livro da coleção, Cinquenta tons de liberdade, para a quarta posição.

O ranking geral de editoras também traz alguns dados interessantes. O ranking baseia-se no total de títulos diferentes que as editoras tenham conseguido emplacar nas 52 listas semanais do ano, não importando o tempo de permanência dos mesmos. O ranking de 2012 ficou assim:

  1. Sextante, 64
  2. Record, 42
  3. Companhia das Letras, 30
  4. Intrínseca, 29
  5. Novo Conceito, 28
  6. LeYa, 27
  7. Ediouro, 25
  8. Santillana, 22
  9. Gente, 20
  10. Planeta, 18 | Saraiva, 18

Em comparação com 2011, a primeira e a segunda colocação se mantiveram, embora o número de livros emplacados tenha caído. No ano passado, a Sextante garantiu seu primeiro lugar com 73 títulos na lista, e a Record emplacou 59. Já nas demais posições houve mudanças. Ediouro e Companhia das Letras, por exemplo, trocaram posições. Se em 2011 a editora paulista ocupava a sétima posição, em 2012 ela chegou a um significativo terceiro lugar, em parte graças ao novo selo Paralela, que emplacou sozinho sete livros na lista. A Ediouro, por sua vez, apresentou uma forte de queda de livros na lista, saindo dos 44 emplacados em 2011 para apenas 25 este ano. Com isto, caiu da terceira para a sétima colocação.

Enquanto a Intrínseca manteve sua quarta posição com uma queda sutil no número de livros colocados na lista semanal, de 31 em 2011 para 29 em 2012, a Novo Conceito apresentou uma explosão no número de títulos que apareceram nas listas de semanais de 2012. Se em 2011, a editora ribeiropretana emplacou 13 títulos que lhe garantiram uma 12ª posição compartilhada no ranking anual, neste ano a empresa emplacou 28 títulos e subiu à quinta posição isolada.

Ainda merecem destaque a LeYa que, na sexta posição, também subiu dois degraus em relação ao ranking de 2011 quando emplacou apenas 21 livros; e a Santillana, grupo da Objetiva, que caiu da quinta para a oitava posição ao emplacar quatro livros a menos nas listas semanais de 2012.

No total, 523 títulos de 81 editoras ou grupos editoriais apareceram pelo menos um vez nas listas semanais de mais vendidos em 2012.

Voltando a lista de mais vendidos geral, se compararmos 2012 com 2011, veremos que o total de exemplares vendidos nas redes apuradas pelo PublishNews dos livros top 20 no ano passado foi 31% superior em relação ao ano anterior. Em 2011, o total de venda dos 20 maiores best-sellers foi de 1.935.868 exemplares contra 2.536.213 em 2012. Já o primeiro colocado de 2012, Cinquenta tons de cinza, superou a marca de exemplares vendidos do campeão de 2011. O megaseller Ágape vendeu nas 12 redes de livrarias apuradas 518.084 exemplares no ano retrasado, enquanto o atual megaseller erótico alcançou a marca de 583.768 exemplares no ano passado. Mas um detalhe: a marca de Ágape foi obtida ao longo dos 12 meses de 2011, enquanto Cinquenta tons de cinza foi lançado em agosto e teve apenas cinco meses para obter sua marca.

Como sempre se discute no mercado em qual lista é mais fácil emplacar um lançamento, é interessante observar o gráfico e abaixo. Ele traz uma curva para cada lista, apresentando os números apurados no ano para cada uma das 20 posições. É claro neste gráfico que a lista de ficção é a mais difícil para se emplacar livros, seguida pela de não-ficção e pela infanto-juvenil e, logo depois, das listas de autoajuda e de negócios. Vale notar, ainda, que a partir da sexta posição do ranking, as distâncias entre as curvas tende a diminuir bastante.

grafico

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