Início > Sem categoria > Melhor ir devagar… Será?

Melhor ir devagar… Será?

Hoje foi um dia de conversas muito boas. O ano de 2011 se apresenta muito promissor. Estamos animados. Muito!

Bem, uma das minhas conversas foi sobre o mercado editorial em geral. Como foi o ano que passou, das novidades que veem por aí. É claro que o eBook logo entrou no papo.

“Nós estamos preparados pra entrar, mas vamos devagar. Não acho que é tudo isso que estão falando. Ainda vai demorar. Tá todo mundo empolgado demais.”

Esse foi o meu amigo dando a sua opinião sobre o tema. Queria dar a minha agora.

“Cuidado. Quando resolver acelerar pode ser meio tarde.”

Preciso concordar que as coisas andam meio lentas em terras tupiniquins, mas do meu ponto de vista, com todo respeito à opinião do meu amigo, a maior razão para as coisas não estarem indo tão rápido quanto poderiam é a falta de conteúdo. Já tentou comprar um e-book em uma das e-bookstores brasileiras? Alguns poucos milhares de títulos e nenhum best-seller. Livros técnicos – os de direito são campeões –, de domínio público, pouco conhecidos…

Esses dias ouvi de um editor, que iniciou sua editora há menos de um ano, que ele não assina nenhum contrato – nacional ou internacional – que não contemple os direitos digitais. Mas demorou alguns meses para colocá-los nas e-bookstores. E aqui surge outro enrosco: a negociação com o e-ponto de venda.

Acredito, porém, que o grande funil do mercado do e-book no Brasil realmente seja o conteúdo. Nem mesmo a tão falada falta de “aparelhinhos” é tão culpada quanto a falta de conteúdo. E esse é um problema que os editores podem resolver sozinhos, sem os fabricantes de aparelhinhos ou e-livreiros (não que eles não sejam importantes!).

“Tá esperando o quê?”

Anúncios
Categorias:Sem categoria
  1. 19 de janeiro de 2011 às 11:31 pm

    Absolutamente de acuerdo con el diagnóstico. También en español el mayor problema es la falta de contenidos. Los aparatos o cacharros llegan después.

    Por poner el caso del mercado americano, que es el 75 % del mercado de libros digitales, la negociación de derechos y las conversiones empezaron tan temprano como en 1996. Por entonces, faltaba mucho todavía para que apareciera el Kindle de Amazon y el formato epub no había nacido siquiera.

    En nuestros países el cacharro será el iPad, porque a la gente le sirve también para otras cosas, aunque las editoriales no ofrezcan contenidos. Si no hay oferta legal de contenidos, no podremos llorar después porque los libros son pirateados. Que no provoquemos lo que más tememos.

  2. 26 de janeiro de 2011 às 8:39 pm

    Essa lentidão é irritante para nós leitores.

  3. Pedro Mezgravis
    28 de janeiro de 2011 às 9:24 pm

    Esse compasso de espera terá mais efeitos pouco produtivos do que prudência.

    Oportunidades de negócios deixam de serem implementados em razão de temores como da pirataria dos arquivos.

    Este período de volta as aulas já poderiam ter sido testados os formatos eletrônicos dos manuais de Direito e Medicina, por exemplo. O retorno seria muito produtivo, mesmo que nao tiverem grande volume de vendas. Versões “beta” de aplicativos e mesmo de formatos de comercialização são economia de tempo e de dinheiro.

    Eu imagino muito mais um manual de anatomia humana, como o Sobotta, muito mais como aplicativos do que como PDF fechado. Algo que permita uma espécie de assinatura das atualizações. O mesmo poderia ser pensado para os diferentes códigos de Direito (Civil, Processo Civil, Penal e outros).

    Obrigado pelo espaço e pela oportunidade.

    Pedro Mezgravis

  4. 4 de fevereiro de 2011 às 9:39 pm

    Acho que num país como o Brasil, vai custar muito para o ebook se firmar, mesmo pq não tem condições de segurança pra vc andar por aí lendo ereader. Mas sempre há um mercado, e este mercado, mesmo que limitado, deve sim ser explorado. Daqui a alguns anos, no entanto, vejo o ebook didático, em especial nos colégios públicos, com aparelhos subsidiados, como algo promissor. As crianças levariam menos peso e seria mais fácil atualizar os conteúdos necessários.

  5. 29 de junho de 2011 às 1:33 pm

    Essa falta de bons títulos, e variedade de títulos técnicos se deve à idéia errada que as pessoas tem. “o e-book é mais barato, então vamos fazer aqueles títulos menos procurados, quem sabe as pessoas comprem por ser mais barato na versão digital.”
    O fato é que os e-books podem sim, ser mais interessantes que os impressos(claro que não tem aquele “aproach” do toque do papel, cheiro de livraria e tudo mais!), só precisamos de profissionais qualificados e interessados em participar deste BOOM que siiiiiiiim, já está acontecendo, à velocidades absurdas!

  6. 25 de julho de 2011 às 7:09 pm

    As editoras não querem livros best-sellers porque temem o bicho papão que está chegando em poucos meses: Amazon.

    Assim, as livrarias não irão concorrer com os preços desleais dos e-books para o Kindle e as editoras não precisarão vender seus e-books a preço de banana.

    Portanto.. Não espere tão logo que grandes best-sellers estejam pelas tablets da vida…

  1. No trackbacks yet.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: