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“Noites de autógrafos” de livros digitais

[Escrito enquanto sobrevoava este
“Brasilzão”, a caminho de Olinda para cobrir a VI Festa Literária Internacional de Pernambuco.]

Estou conferindo a programação da FLIPORTO 2010, e notei que praticamente todas as mesas se encerram com uma sessão de autógrafo dos participantes. Fiquei pensando que deveria ter trazido livros de alguns deles, que já tenho, e que gostaria de comprar outros também lá na Festa, pra pegar seus autógrafos… Mas então imaginei o peso que tudo isso teria na minha mala – já na vinda e pior ainda na volta. Como seria bom se já tivéssemos no Brasil leitores digitais com preços razoáveis e, muito mais importante, livros digitais (conteúdo) em língua portuguesa! Eu poderia viajar com mil livros pesando menos de 300 gramas.

Abre o parêntese: não é o assunto deste post mas não me contenho em questionar – quando é que os editores brasileiros vão se dar conta de que o eBook já é uma realidade e isso não tem volta, e que o grande problema do eBook é a falta de conteúdo? Forneçam conteúdo a partir daqui ou virá conteúdo de fora! Fecha o parêntese.

Mas então me cutucou a mente uma pergunta: como esses caras vão autografar livros digitais? O que você acha? Alguma sugestão? Não pergunto o que pensa do livro digital, porque eu já disse que ele é uma realidade, embora estejamos muito atrasados ainda no Brasil. Mas quero ideias de como serão as “noites de autógrafo” na realidade do mundo digital. Solte a imaginação pra depois eu escrever outro post com as ideias sugeridas.

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Categorias:Tecnologia
  1. 12 de novembro de 2010 às 10:03 pm

    A resposta mais imediata para isso, hoje, seria os dispositivos permitirem que se escrevesse neles. Exemplos: o e-reader E60 da Samsung reconhece escrita e permite que você escreva nele, usando a caneta stylus inclusa. Isso torna perfeitamente possível um autógrafo dentro do livro. Ou fazer anototações em geral.

    Também já é possível fazer isso em um iPhone ou no iPad, por exemplo, usando um tipo de caneta stylus especialmente adaptada para eles (como aparece neste post do CNET – http://reviews.cnet.com/8301-19512_7-10443415-233.html). Originalmente foi pensada para fazer desenhos ou notas, mas nada impediria que fosse usada para fazer um autógrafo!

    Autografar e-books já não é algo do outro mundo… mas ainda está longe de ser algo popular.

    Um abraço
    Eduardo

  2. 19 de novembro de 2010 às 8:34 pm

    Olá! A Caki Books já fez a noite de autógrafos na Bienal de São Paulo de forma digital, com tablet. A editora Kindlebookbr também faz isso através do facebook. O autógrafo digital já é uma realidade =0)
    Abraços

  3. 24 de novembro de 2010 às 11:21 am

    Bom dia! Pelo visto o que eu imaginei já existe, como mostram os comentários anteriores. Eu lembrei do meu celular touch screen e imaginei que houvesse como assinarmos com a “canetinha”.
    Confesso ser uma pessoa mista… eu simplesmente AMO tecnologia. Penso que ela, além de status ou praticidade, representa LIBERDADE para o ser humano. Sou adepta! Portanto, os e-books são uma dádiva, a meu ver. E, realmente, que despertemos: vieram para ficar! É o progresso!
    Mas tem um lado meu que ainda adora pegar um livro, sentir o cheiro da tinta… Escrever, se preciso for… Sou tão “tátil” que produzi manualmente meu próprio manuscrito, ainda em fase de análise para publicação, no formato de um livro. Coloquei no youtube. O nome é “A Menina que Encontrou o Amor”. Foi uma experiência magnífica, que eu não teria conseguido no formato e-book… rs…
    De qualquer forma, acho que, desde que a transição seja gradual e não bruta, nós, seres humanosm temos a capacidade de nos adaptarmos a tudo, e fatalmente surgirá alguma opção satisfatória de autógrafos aos e-books. Assim espero! 🙂
    Abraço,
    Camila Lopes Pigato

  4. Pedro Mezgravis
    30 de novembro de 2010 às 8:06 pm

    Concordo com as sugestões das telas touchscreen. Porém observo que há a necessidade de se estabelecer uma “área restrita” de acesso ao e-book a um determinado local (IP de uma livraria, por exemplo), dia e local.
    Outra questão importante é um elemento de programação que garantisse que aqueles arquivos autografados sejam criptografados e impedidos de pirataria, mas ao mesmo tempo garantisse ao leitor/proprietário do arquivos o salvasse quantas vezes fosse necessário. Pois e-readers são hardwares que ficam obsoletos logo.

    Obrigado.

  5. Jaciara Rodrigues
    17 de dezembro de 2010 às 11:42 am

    Nada contra ebooks, mas pra que viajar com mil livros? Um só não seria uma ótima companhia?

  6. Cassio Brandão
    27 de dezembro de 2010 às 10:19 am

    Concordo com você e por isso lidero, aqui na Editora
    Santuário, um trabalho para disponibilizar nossos títulos em eBook.
    Já temos uma (pequena) parte deles disponível, todos em Português.
    A cada semana a lista aumenta. Se tiver interesse, dê uma olhada em
    http://www.editorasantuario.com.br . Agora, quanto ao autógrafo no livro
    digital, aí sim a “coisa complica” e vamos ter que achar uma saída.
    Abs. Cassio

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