Melhor ir devagar… Será?
Hoje foi um dia de conversas muito boas. O ano de 2011 se apresenta muito promissor. Estamos animados. Muito!
Bem, uma das minhas conversas foi sobre o mercado editorial em geral. Como foi o ano que passou, das novidades que veem por aí. É claro que o eBook logo entrou no papo.
“Nós estamos preparados pra entrar, mas vamos devagar. Não acho que é tudo isso que estão falando. Ainda vai demorar. Tá todo mundo empolgado demais.”
Esse foi o meu amigo dando a sua opinião sobre o tema. Queria dar a minha agora.
“Cuidado. Quando resolver acelerar pode ser meio tarde.”
Preciso concordar que as coisas andam meio lentas em terras tupiniquins, mas do meu ponto de vista, com todo respeito à opinião do meu amigo, a maior razão para as coisas não estarem indo tão rápido quanto poderiam é a falta de conteúdo. Já tentou comprar um e-book em uma das e-bookstores brasileiras? Alguns poucos milhares de títulos e nenhum best-seller. Livros técnicos – os de direito são campeões –, de domínio público, pouco conhecidos…
Esses dias ouvi de um editor, que iniciou sua editora há menos de um ano, que ele não assina nenhum contrato – nacional ou internacional – que não contemple os direitos digitais. Mas demorou alguns meses para colocá-los nas e-bookstores. E aqui surge outro enrosco: a negociação com o e-ponto de venda.
Acredito, porém, que o grande funil do mercado do e-book no Brasil realmente seja o conteúdo. Nem mesmo a tão falada falta de “aparelhinhos” é tão culpada quanto a falta de conteúdo. E esse é um problema que os editores podem resolver sozinhos, sem os fabricantes de aparelhinhos ou e-livreiros (não que eles não sejam importantes!).
“Tá esperando o quê?”






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